burda style 12/2014 - Moda Designer - JC de CASTELBAJAC

Jean-Charles de Castelbajac nunca foi adepto de convenções. Descendente da antiga nobreza francesa e nascido em Casablanca em 1949, chama de imediato as atenções com o seu primeiro trabalho de designer: em 1968 desenha um casaco feito de cobertores para a empresa de vestuário da sua mãe.
Durante uma década triunfal de absoluto sucesso, os Anos 80, quando a música New Wave, Madonna e o Rap reproduziam uma arte de estilização 'à la' Keith Haring, Castelbajac já tinha também quebrado o código Pop da moda. A sua imagem de marca eram tecidos que remetiam de forma jocosa à cultura da vida diária – do Rato Mickey à nota de dólar, o grande M da McDonald‘s, ou o sapo Cocas - que em 2009 serviu de modelo para o famoso casaco de Lady Gaga com inúmeros Cocas de peluche. Com estas explosões de cores foi e é o designer das estrelas que gostam de se exibir: de Kraftwerk a Beyoncé. Mas também o Papa João Paulo II vestiu em 1997 uma batina desenhada por ele. Enquanto somos dominados por um desejo íntimo de uma festa da cor, Castelbajac quebra de novo as expectativas do público. Evita constantemente os tons berrantes, coloridos e gritantes, e desenha uma coleção praticamente de cor única, que revela uma auto-confiança de efeito sensual.
“Presentemente estou a desenvolver o meu espectro de cores”, brinca o designer. Recorde-se que as suas coleções foram, durante 40 anos, dominadas pelo verde, o vermelho e o azul. O que o inspira? “O amor e a curiosidade estimulam-me. E alguns pequenos detalhes podem igualmente influenciar-me. É preciso aprender a saber trabalhá-los. Consigo relacionar cada uma das minhas peças com determinado momento da minha vida. O mais importante na moda não é o glamour ou o luxo. O mais importante é a poesia.”