burda style 07/2011 - ATELIER - A Princesa e a Ervilha

A Princesa e a ervilha
Rita Nobre
“A Princesa e a ervilha”, marca de roupa, acessórios de decoração e mobiliário de criança, é o mais recente capítulo da estória de uma designer de moda que teve no nascimento da sua primeira filha o fundamento de um novo percurso. Diz o velho ditado que o “a necessidade aguça a arte e o engenho”, o que serve que nem uma luva a Rita Nobre. Tudo porque quando foi mãe “não encontrava roupa de criança que gostasse: era tudo muito igual, com bonecos, sem criatividade nenhuma”. Embora a sua experiência como designer remetesse para muito longe, experimentou e saiu-se bem. Lançou uma linha de criança, vendia a amigos, até que acabou por abrir a sua própria loja, a “Verde ervilha”. Uma marca que fez a diferença no segmento de roupa de qualidade para criança, e que foi franshisada, inclusive para a Europa.
Há dois anos, abriu um novo capítulo no Facebook: “A Princesa e a Ervilha”, onde deu continuidade ao desenvolvimento das colecções para criança, mas desta vez em moldes diferentes. A rede permitiu-lhe manter-se em contacto com as clientes e expandir a sua actividade com um modelo de negócio bem distinto da loja física, embora as suas colecções se encontrem em algumas lojas. Um contexto que lhe permitiu libertar tempo para o que mais gosta de fazer: criar. E desenvolve não só as colecções, como peças à medida, com particular destaque para a decoração e acessórios únicos que constroem o imaginário único de uma criança. Refere que este processo é algo “inconsciente, porque gosto de trabalhar a partir de necessidades. Às vezes é a escassez de meios que representa o maior desafio criativo. Dizem as minhas clientes que eu misturo os tecidos e cores mais improváveis”. E é porventura esta vertente inesperada que melhor espelha as suas peças e colecções, com pormenores únicos que rasgam as mais vulgares colecções de criança. Foi precisamente essa criatividade que lhe permitiu desenhar o primeiro vestido da sua filha, confeccionado a partir de restos de tecido, num trabalho de patchwork, um modelo que se tornou um ícone de todas as suas colecções, renovando-se com pormenores distintos, dos tecidos, às pinturas. É porventura nos acessórios que Rita Nobre mais desenvolve a conjugação de técnicas, materiais e cores. De todas as suas peças ressalta o pormenor, o mimo, a feminilidade que preenche o mundo infantil. Mesmo quando repete uma peça, o protótipo é sempre confeccionado por si. Sabe coser – e bem – porque é condição fulcral para exigir qualidade à rede de costureiras que confecciona as suas colecções. E dá assim um cheirinho daquilo que sempre quis fazer, trabalhar na área de produção. Ao longo de todos os capítulos profissionais vividos – que passaram do design de fardamentos à Alta Costura – pensa que tudo o que aconteceu foi sempre pelo melhor. Mas se um desejo se concretizasse seria o de trabalhar numa fábrica, na produção de moda... e design, claro.
Procure as peças de A Princesa e a Ervilha em http://www.facebook.com/pages/A-PRINCESA-E-A-ERVILHA/213682710538