burda style 05/2011 - Atelier - VChapéus

A dupla face de Verónica Gonçalves
Verónica traz consigo o “seu” chapéu, o “original”, aquele que a motivou a lançar uma linha de panamás reversíveis com a marca Vchapéus (veja a foto). Foi efectuado em 2010, ano em que lançou o blogue homónimo. A ideia surgiu de forma casual, quando se defrontou com uma saia que já não a seduzia, nem pelo feitio nem pelo comprimento, mas adorava o tecido. Queria e não queria dar. Decidiu reutilizar o padrão e confeccionou o seu primeiro panamá. Hoje eles surgem no seu blogue numa conjugação infindável de padrões ora alegres, ora sóbrios, onde o bom gosto e a perfeição da confecção são a tónica comum. Surgem também os conjuntos mãe/filho, irmão/irmã, avó/neto, uma inovação apelativa, a preços módicos levando em linha de conta tanto a qualidade dos tecidos como da confecção. Surgem agora os chapéus de abas largas, também de dupla face reversível, as malas... e claro, também se pode optar pelo conjunto chapéu/mala. Uma mente criativa que não pára, e com algumas dificuldades em conter-se no orçamento planeado, sempre que vai à loja comprar tecidos para as suas peças: “É tão difícil! Começo a ver as conjugações, umas atrás das outras, surge-me um turbilhão de ideias que tenho que conter, pois o orçamento não é elástico. Mas é raro não gastar mais do que penso. A matéria-prima inspira-me, sem dúvida nenhuma”, assegura. Mesmo com encomendas, tenta sempre fazer diferença nos pormenores, seja na parte bordada da prórpia marva VC, porque é “aborrecido fazer igual. A peça fica tão melhor quanto mais gostamos do que estamos a fazer, e tal tem a ver também com o factor criatividade/inovação”.
Como aconteceu esta reviravolta na professora do 1º ciclo? “Não foi bem uma reviravolta... sabia que mais cedo ou mais tarde, eu tinha que pegar na costura. É uma paixão, que foi despertada pela Tia Mêmê, a minha tia-avó que foi a minha cúmplice de infância nas costuras. Estimulava, eu gostava, alinhavava uma malinha, levava para ela coser e passávamos muito tempo nas costuras. Sempre adorei! E a Tia Mêmê foi sem dúvida a minha inspiração de sempre”. Se se irá perder uma professora para se ganhar uma costureira, ainda não sabe, mas está certa de que gostaria de o fazer a tempo inteiro. No currículo já leva os curos de costura I e II do Civec e também o de Acessórios de Moda. Modelagem é o próximo que está na agenda. “É o que me permitirá complementar este ciclo técnico de aprendizagem, pois quanto melhor se domina a técnica, mais a nossa criatividade pode florescer”. Será que vamos ter uma designer de roupa? “Não creio, acho que não é bom dispersar. Não significa que não o possa vir a fazer pontualmente, mas a ideia é que a linha de acessórias possa manter-se e diversificar-se dentro do mesmo conceito que até aqui”.
Para ver a colecção completa de Verónica Gonçalves, consulte http://vchapeus.blogspot.com