BURDA STYLE FEVEREIRO Costura Criativa - Inês Touzet

O gosto de Inês Touzet pela costura e lavores, no geral, vem de miúda, à semelhança de quem vê nestas actividades uma forma de escape, de dar asas à criatividade, de eleger um hobby que é uma extensão natural do que se aprende em idades precoces. Inês Touzet também viu ao longo da sua vida este hobby como uma compensação grata, muito embora a sua vida profissional estivesse completamente à margem do mundo da costura.
Não identifica o momento exacto em que se iniciou nas lides do patchwork, mas este “ramo da costura” ganhou protagonismo na sua vida quando, em 2004, abriu um atelier de pintura de mobiliário e começou a fazer mais assiduamente esta técnica como completo da actividade principal do atelier, como colchas para as camas, ou almofadas, entre outros. Até que, o patchwork foi ganhando relevância e se tornou na técnica de costura e actividade principal de Inês Touzet.
Em 2008, as portas da patch-mania abrem-se ao público nas Galerias do Alto da Barra, em Oeiras, onde Inês identificou um mercado sensível, pois na linha de Cascais não existia nenhuma loja da especialidade. A loja é um reflexo óbvio do seu gosto, mimosa e alegre na disposição dos materiais e da sua escolha, que reflecte o seu próprio estilo na técnica, o lado mais fresco e romântico do patchwork. “Agora, sinto-me completamente realizada, o que nunca aconteceu antes de arrancar com a loja. Os domingos são dias bons, levanto-me todas as manhãs com prazer para agarrar um novo dia de trabalho. Sinto um verdadeiro orgulho no que consegui alcançar com a patch-mania”, revela Inês Touzet. A actividade evoluiu e hoje, para além de continuar a fazer pessoalmente as suas peças, executar encomendas, dá pequenos workshops em que todas as participantes saem com uma peças finalizada, mesmo aquelas que nunca tocaram numa máquina de costura e que não têm apetência por nada relacionado, mesmo nos seus aspectos mais práticos, como coser botões ou fazer bainhas! “Nota-se que há uma adesão crescente, nomeadamente das mais novas gerações, que apreciam a técnica”, avalia Inês Touzet. A razão? O facto de as peças terem um grau de personalização, serem praticamente irreptíveis, permitirem dar largas à imaginação e o gozo que dá brincar com tecidos e cores. “Um puzzle de criatividade!”. No fundo, o que a própria aprecia na técnica.