burda style 01/2018 - Cosido à mão - Temos costureiros!

Mesmo entre mangas ao contrário, fechos por colocar, pregas no lado oposto, mas também peças costuradas eximiamente, os mais famosos costureiros amadores do país mostraram garra e saber-fazer, até sob o compasso (muito) acelerado do relógio.
O primeiro desafio oficial burda style no “Cosido à Mão”, que fornece a maioria dos moldes do programa, não estava no molde mas antes na peça – o casaco Chanel. Casaco apresentado na edição de fevereiro de 2017 da revista burda style, contava com este icónico modelo como lição de costura, onde a montagem é apresentada passo a passo, para facilitar a sua confeção. Também o molde se apresentou na sua versão mais simples, com as peças demarcadas a rosa, sem sobreposições de outros modelos, para facilitar a sua demarcação em papel de seda. Porém, no programa, o molde foi cortado diretamente da folha de moldes, para não comprometer ainda mais o tempo disponível para o confecionar.

Perfeito e à portuguesa

Cinco horas foi o tempo dado pelos jurados Paulo Battista e Susana Agostinho para a realização desta prova, que contou com a visita ao atelier da diretora da Moda Lisboa, Eduarda Abbondanza.
Entre cortar o molde, passá-lo para o tecido e forro, cortar e juntar as peças, muito de perseverança, vontade, paixão e frustração entrou no jogo, tendo em conta que se trata de uma peça que se confeciona nos meios profissionais em mais de 100 horas.
Como resultado, houve quem trocasse os moldes das mangas, ficando as mesmas viradas para trás; outros que não colocaram o fecho; outros ainda que desistiram do forro… Mas Carla e Jana mostraram que é possível, com duas interpretações fantásticas do desafio burda style. Venceu a peça da Carla que, como definiu a jurada Susana Agostinho, “saiu da caixa”, graças ao forro com estampagem, quando a maioria recorreu a forros de cores lisas.

No inverso
também funciona


A ditadura do tempo também não deu tréguas no segundo desafio oficial burda – desta feita um vestido comprido. Em tão parca janela, os aspirantes a ‘melhor costureiro do país’ tiveram de interpretar a folha de moldes da revista burda style de junho de 2013, demarcar o modelo e passa-lo para o papel de seda. Valeu-lhes a formação que tiveram na Academia burda, em Lisboa, semanas antes do início do concurso. Sem saberem o que os esperava, as explicações da formadora Ana Luísa Baltar foram primordiais para quem ainda não conhecia o método burda. Já para Carla e Deolinda, a burda style não tinha segredos, e Carla confessou mesmo que aprendeu a costurar com a burda.
A verdade é que neste vestido a evolução na costura foi notória. Poucos deixaram o modelo por terminar, ficando apenas alguns detalhes, mesmo que importantes – como é o caso das bainhas – para outras núpcias. Nós, equipa da burda style que assistiu às gravações, gostámos de todos, mas quem venceu o desafio foi a Sílvia, que voltou à ribalta depois de ter ganho o primeiro alfinete dourado do programa.
Nos episódios seguintes coube-lhes a tarefa de confecionar umas calças de ganga e um macacão. Mas haverá mais: sente-se no sofá, coloque a sua televisão na RTP1 e pelas 21h00 aprenda mais um pouco de costura, sempre com a ajuda à produção da sua burda style!

Modelo base original da burda style 02/2017